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Érica Nogueira destaca poéticas de florescimento e identidade na exposição “Interfluxo”

Na composição, linhas precisas dialogam com a espontaneidade da aquarela, criando um campo visual onde cor e emoção se encontram. As flores, recorrentes na pesquisa de Érica Nogueira, emergem como signos de vitalidade e reconexão com a essência humana.

A artista visual Érica Nogueira será um dos destaques da exposição coletiva “Interfluxo”, que será aberta ao público no dia 26 de março, na Galeria Belo Brasil, em São José dos Campos. A mostra reúne artistas cujas obras atravessam culturas, memórias e sensibilidades, propondo um campo de reflexão sobre travessias simbólicas, identitárias e contemporâneas. A curadoria é assinada por Cristina Demétrio.

Formada pela FAAP e pós-graduada em Arte, Educação e Cultura pela USP, Érica construiu uma trajetória que articula produção artística e formação sensível. Atuando como arte-educadora desde 2000, desenvolveu um trabalho voltado especialmente à educação infantil e ao ensino fundamental, integrando processos criativos e práticas pedagógicas.

Após um período afastada do circuito expositivo, a artista retomou sua produção com intensidade a partir da maternidade e do contexto da pandemia, momento que marcou uma inflexão conceitual em sua obra. Desde então, sua pesquisa passou a investigar temas como identidade, saúde emocional, resiliência e reconexão com a natureza.

Com uma paleta marcada por tons intensos, a composição revela o interesse de Érica Nogueira por temas como identidade, sensibilidade e reconexão com o mundo natural, elementos recorrentes em sua pesquisa artística contemporânea.

Seu trabalho se desenvolve principalmente em aquarela, desenho e técnicas mistas com canetas profissionais, explorando a relação entre precisão técnica e gesto espontâneo. As flores tornam-se elemento central de sua linguagem, não apenas como representação botânica, mas como símbolo de transformação, ciclos e permanência. A partir de 2021, surgem também autorretratos com diferentes tons de pele, ampliando a discussão sobre identidade e pertencimento.

A cor ocupa papel fundamental em sua poética visual. O vermelho, recorrente em diversas séries, aparece como vetor de energia e vitalidade, evocando renovação e potência emocional. Obras como as séries “Mente Florindo”, “Permita-se florescer” e “Coração de Primavera” revelam esse diálogo entre interioridade e natureza, construindo imagens que transitam entre o íntimo e o coletivo.

Em suas composições, Érica Nogueira investiga a relação entre natureza e interioridade. As flores, elemento recorrente em sua pesquisa artística, surgem como símbolos de ciclos, crescimento e pertencimento, construindo imagens de delicadeza cromática e forte carga poética.

Com presença crescente no circuito internacional, Érica Nogueira participou da World Art Dubai e expôs no Carrousel du Louvre, em Paris. Em 2025, realizou sua primeira exposição individual, “Florescer”, na Galeria Art A3, em São Paulo, consolidando um momento de expansão de sua pesquisa artística. A artista também é representada pela Art Lab Gallery e tem participação confirmada na 44ª edição da Expo Arte SP.

Ao integrar a exposição “Interfluxo”, na Galeria Belo Brasil, Érica Nogueira reafirma sua produção como um convite à contemplação sensível. Suas obras propõem uma experiência visual que conecta natureza, emoção e identidade, construindo uma linguagem marcada pelo equilíbrio entre delicadeza técnica e intensidade cromática.


Serviço

Exposição: Interfluxo
Artista participante: Érica Nogueira
Período: 26 de março a 26 de maio de 2026
Vernissage: 26 de março, às 19h
Local: Galeria Belo Brasil – Colinas Shopping
Endereço: Av. São João, Loja NS109 – Jardim das Colinas, São José dos Campos (SP)
Curadoria: Cristina Demétrio
Assessoria de Imprensa: Gisele Lahoz
Entrada: Livre



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